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Mundo Mestres
Encontros que aproximam mestres brincadores do Cavalo Marinho e grupos contemporâneos em São Paulo, com oficinas, apresentações e conversas.
Mundo Mestres Mundu Rodá
Desde 2004 a Cia. Mundu Rodá de Teatro Físico e Dança promove a difusão do Cavalo Marinho no estado de São Paulo, trazendo mestres e brincadores das comunidades originais do folguedo da Zona da Mata Norte de Pernambuco.
Ao longo desses anos, o grupo vem proporcionando, em iniciativas próprias ou com parcerias, um contato estreito do público paulista com artistas populares brasileiros. Aproximar distâncias geográficas, culturais e artísticas e possibilitar acesso direto ao universo da cultura popular tem sido um dos objetivos da companhia.
O que é o evento
Mundo Mestres Mundu Rodá é um encontro que reúne a tradição popular e grupos de dança e teatro contemporâneo que dialogam com as danças tradicionais brasileiras.
A ideia é simples e difícil: colocar no mesmo espaço quem guarda a brincadeira e quem a pesquisa na cena, sem hierarquizar — e sem transformar o mestre em atração exótica.
Na pisada do Cavalo Marinho
O Cavalo Marinho é uma brincadeira popular pernambucana que mistura dança, música, verso e personagens mascarados. A companhia atua como brincadora em grupos tradicionais desde 2001 e, em São Paulo, mantém o intercâmbio com mestres e brincadores que vêm à cidade para oficinas e apresentações.
- Oficinas com mestres e brincadores convidados.
- Apresentações de grupos tradicionais e de grupos contemporâneos.
- Conversas sobre contexto e transmissão da brincadeira.
- Encontros entre o Núcleo Manjarra e os grupos visitantes.
- Registro em vídeo e áudio de parte do material.
Documentários
Dois vídeos registram a pesquisa com o Cavalo Marinho: «O Brinquedo» e «Oficinas», ambos ligados à Bolsa Vitae de Artes de 2003, com apoio para o registro histórico de sete grupos tradicionais da região.
Como acompanhar
| Formato | Onde acontece | O que observar |
|---|---|---|
| Oficina | Casa Mundu Rodá e parceiros | Corpo, toque e canto juntos |
| Apresentação | Festivais e centros culturais | Relação entre figuras e música |
| Conversa | Depois das sessões | Contexto e transmissão |
| Documentário | Vídeos da companhia | A brincadeira nas comunidades |
| Registro | Acervo e publicações | Memória dos mestres |
Por que isso importa
Trazer mestres ao sudeste, apresentar e não espetacularizar: a tradição só continua viva se quem a pesquisa devolve algo. O evento é uma das formas de devolver — e de formar público que reconhece o brincador como artista, não como folclore de vitrine.